sábado, 25 de abril de 2009

NEO - Pentecostalismo




O fenômeno que está abalando as estruturas do Brasil

Texto de Luiz Cláudio de Almeida

Nas duas últimas décadas, as igrejas chamadas “eletrônicas” cresceram espantosamente causando preocupação àqueles que detém a comunicação de massa e há anos vêm incutindo suas ideologias. A maioria dessas igrejas se identifica com um fenômeno religioso de massa que alguns sociólogos denominam neo – pentecostalismo. Trata-se de uma raiz histórica do pentecostalismo, que se instalou no Brasil no início do século, e não um modismo ou um meio de extorquir dinheiro e se aproveitar da fé das pessoas, segundo a imprensa maldosa tem divulgado.

Histórico

Numa sociedade pré-industrial conturbada, o pentecostalismo nasceu no Brasil como uma espécie de reação ao comodismo das igrejas tradicionais. Essas igrejas, com raras exceções, já estavam se acomodando. Frias, burocratizadas e elitistas, pregavam um Evangelho à moda européia ou americana, sem perceber o jeito do povo brasileiro, reconhecer seus costumes ou suas necessidades particulares.
Havia pouco tempo, a escravidão tinha sido abolida. Entretanto, milhares de pessoas, ex-escravos e serviçais, viviam dominados, alienados e em estado de miséria. O protestantismo clássico não oferecia uma resposta para os seus anseios.
As grandes reuniões de avivamentos, inspiradas no pentecostalismo norte – americano, levaram as pessoas a atentarem para suas vidas, afim de obterem a salvação e a libertação integral dos seus males.


Na Bíblia

A Festa das Semanas (ou Pentecoste) era o espaço de sete semanas ou 50 dias, calculados a partir do primeiro dia após o sábado de páscoa (ver Levítico 23.15-16). Era também Festa das Primícias ou Festa da Colheita, porque as primícias da colheita eram por essa ocasião apresentadas a Deus.
Foi durante uma Festa de Pentecoste que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos numa poderosa manifestação – um som como de vento impetuoso, e línguas como de fogo, pousando sobre cada um dos Apóstolos, diante de representantes do mundo inteiro.
Com o derramamento do Espírito Santo (ver Joel 2. 28-32), a Igreja do Senhor Jesus Cristo tomou forma, e se expandiu pelo mundo (Atos 2 em diante).

O Pentecostalismo Moderno

O Pentecostalismo moderno começou com a pregação de Theodore Frelinghuysen às congregações holandesas reformadas de New Jersey, Nova Inglaterra (Colônias americanas), em 1726. O avivamento estimulou uma vida moral e espiritual entre o povo. O trabalho de Frelinghuysen influenciou a muitos pastores que se tornaram as chamas-vivas do reavivamento entre os escoceses – irlandeses das colônias do centro.
O fogo do reavivamento se espalhou por toda a Europa, graças aos esforços de Johnathan Edwards; João Wesley; Jorge whitefield; Davi Brainerd; Guilherme Carey; Christmas Evans; Carlos Finney e outros, que se colocaram à disposição de Deus largando tudo e todos para pregar o Evangelho e expandir o movimento pentecostal.
A Igreja de Roma tentou frear esse levante através de perseguições e outros meios, usados pelos jesuítas (leiam sobre Inácio de Loyola, criador dos jesuítas e foi o primeiro "Papa Negro")para silenciar tais pregadores.

Surgimento das Igrejas Pentecostais no Brasil

Em 1909, o movimento pentecostal já era grande nos Estado Unidos. O Pastor Gunnar Vingren, da Igreja Batista Sueca, foi batizado no Espírito Santo em Chicago. Cheio de ardor missionário, embarcou para o Brasil acompanhado do evangelista Daniel Berg. Chegaram ao norte do Brasil, em Belém do Pará, em 1910, onde se tornaram pioneiros do trabalho pentecostal, fundando a Assembléia de Deus, em 18 de Junho de 1911, disseminando o pentecostalismo, atraindo muitos cristãos insatisfeitos com o conservadorismo das igrejas tradicionais.
Suas pregações enfatizavam o batismo com o Espírito Santo, salvação, e a volta de Jesus Cristo. O crescimento foi notório. A Igreja Assembléia de Deus se espalhou por todo o território nacional, arrebanhando muita gente.
O pentecostalismo surgiu num período marcado por movimentos grevistas que reclamavam melhores condições de trabalho. O operariado da época lutava contra: repouso não remunerado, salários atrasados, trabalhos noturnos de menores e mulheres, horas extra sem remuneração, uso arbitrário de dispositivo policial repressivo, e condições subumanas nos locais de trabalho.
A classe trabalhadora era organizada na base de sindicatos. Lá as pessoas eram orientadas a fugir das associações religiosas e do chamado “sindicalismo católico” que, afirmavam, incutiam a submissão ordeira aos patrões.
Em meio a esse cenário decadente e agitado nasceram as igrejas pentecostais. Não se declaravam pela voz da hierarquia e dos centros operários e não se juntavam com as classes conservadoras, mas mostravam-se indiferentes e omissos às agitações operárias; incentivando uma consagração maior das pessoas a Deus. Não aceitavam os ideais da Igreja Romana e não tinham vínculos com o "sindicalismo católico".
Em 1910, no bairro do Brás (SP) – cenário de greves e manifestações populares – foi fundado pelo pentecostal Luigi Francescon, a primeira igreja pentecostal em solo paulista, batizada com o nome de Congregação Cristã do Brasil.
O Brasil para Cristo, outra igreja pentecostal antiga, foi fundada em 1955 pelo brasileiro Manuel Melo. Antes de fundá-la e de se tornar seu chefe natural, Manuel viveu vários anos na Assembléia de Deus e na Igreja do Evangelho Quadrangular, onde absorveu diversas experiências pentecostais.

Diferenças entre as Igrejas Tradicionais e Pentecostais

O pentecostalismo rompeu com o elitismo do protestantismo tradicional e da Igreja Romana, dando a qualquer pessoa o direito de ser pastor. A instrução era coisa secundária, pois, o que contava mesmo era a experiência com Deus e o zelo pelo crescimento da Igreja.
Dirigindo-se para as camadas mais baixas da população, o pentecostalismo, tendia a suscitar o sacerdócio leigo. Tais igrejas eram verdadeiras associações populares religiosas. A maneira simples de se exprimir, mesmo gramaticalmente errada, trazia para os templos a riqueza existencial das camadas pobres, suas angústias e alegrias, suas depressões e sua ânsia de libertação.


O Neo-Pentecostalismo

O neo-pentecostalismo é um ramo do pentecostalismo. Suas igrejas são autônomas. Cada denominação provê material para suprir as suas necessidades a fim de se desenvolver e crescer em número de templos, centralizando a sua administração.
Inspirados no exemplo do seu líder, mais e mais pastores nascem com o desejo de também serem expoentes nos seus ministérios. Com a evangelização de massa simultânea, através dos meios de comunicação modernos e informatizados; propagam a cura divina, prosperidade financeira, libertação dos demônios e o poder sobrenatural da fé; atraindo os marginalizados pela sociedade: prostitutas, assassinos, homossexuais, ladrões, doentes, adeptos insatisfeitos com suas seitas ou religiões; e pessoas desestruturadas.
Porque usam os meios de comunicação existentes, são chamadas de Igrejas eletrônicas; dentre elas, a Igreja Internacional da Graça de Deus, Nova Vida, Universal do Reino de Deus, Casa da Bênção, Deus é Amor, Comunidade Evangélica, Fonte da Vida, Luz para os Povos, Videira, Sara Nossa Terra, Renascer em Cristo, Associação Missionária Evangélica Maranata e etc.

Igreja Universal do Reino de Deus

Fundada pelo Bispo Edir Macedo Bezerra, no dia 09 de Junho de 1977, numa pequena loja no subúrbio carioca da Abolição, em um espaço onde funcionara uma agência funerária, a Igreja Universal do Reino de Deus tem algumas características que devem e merecem ser destacadas.
A primeira diz respeito aos seus horários de funcionamentos: diariamente as portas das igrejas estão abertas e os pastores à disposição do povo, a quem atendem nos intervalos das três ou quatro reuniões que se realizam pela manhã, à tarde e à noite.
A segunda característica se relaciona com a alegria dos cultos, onde o louvor é permanente e a palavra de Deus flui de modo claro e poderoso, libertando milhares de pessoas dos vícios, das dominações satânicas, dos espíritos de opressão, processando-se o milagre da libertação, e da reabilitação da criatura humana através do evangelho.
A Igreja se identifica com as necessidades do povo, alimentando os famintos, abrigando os desprotegidos, consolando os aflitos, curando os enfermos, orando pela prosperidade e o bem estar do indivíduo, restabelecendo os laços da família e devolvendo o homem ao seu padrão de dignidade e de honradez.
O neo-penecostalismo usa os meios de comunicação – literatura, os mercados gráficos e fonográficos, as emissoras de televisão, rádio, jornais e revistas; e chega a competir com empresas e cartéis desses ramos – o movimento tem alcançado prioritariamente as classes menos favorecidas; entretanto já atinge consideravelmente as classes média, média-alta e até alta.
Analistas mal intencionados ou desinformados chegam a afirmar que trata-se de um movimento dirigido e freqüentado por pessoas esquizofrênicas ou fanáticas. Outros afirmam ser “coisa de pobre ou pessoas menos esclarecidas que vivem enganadas”.
São análises sem fundamentos, preconceituosas e maldosas, com o intuito de desmerecer um fenômeno mundial, e que tem tudo a ver com a ação da verdadeira Igreja de Jesus Cristo, à luz da Palavra de Deus.

3 comentários:

  1. Que bacana este Blog, é um espaço muito legal, principalmente pelo conteúdo informativo que possui!!!

    Um Abraço Pastor Luis Claudio!!!

    Alexandre e Cristine - Porto Alegre/RS

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  2. Foi muito rápido e curto tempo a duração de suas palestras na qual presenciei na Catedral (DF), mas através daqui acompanharei o seu trabalho social, que é essencial para reter instrução da Fé Inteligente. Seu espaço é muito bacana e já é uma referência para eu manter o investimento no conhecimento superior (palavra de Deus) e alicerçar meu comprometimento integral com a causa do bem!

    Na Fé!! Sempre!

    Um abraço!! :)

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  3. poxa bacana de mais essa mensagem pr Luiz Claudio, Deus o abencoe muito mais

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